Em um vídeo que gerou grande comoção nas redes sociais, um veículo é visto trafegando por uma rua de pouco movimento no bairro Jardim Europa, em Tupaciguara, arrastando o corpo de um cachorro preso à traseira. O animal, que não teve a raça, sexo ou idade identificados, aparece totalmente imóvel e aparenta estar inconsciente durante todo o trajeto.

A repercussão rápida das imagens permitiu que a Polícia Civil identificasse o condutor e o veículo em menos de 24 horas. Ao ser abordado pelos agentes, o homem afirmou ter encontrado o cão já morto em um terreno baldio próximo à sua residência: segundo ele, o corpo exalava um forte odor e, após tentar contato sem sucesso com os órgãos responsáveis pela retirada, ele decidiu agir por conta própria. O condutor explicou que pretendia descartar o animal em uma área de mata, e admitiu que a forma escolhida para o transporte foi um erro.

Moradores da região confirmaram parte da história, relatando que o animal teria sido abandonado já sem vida na noite anterior ao incidente. Uma popular afirmou, inclusive, que moveu o corpo para o terreno baldio justamente para tentar amenizar o mau cheiro na porta de sua casa.

Mesmo com a alegação de que o animal já estava morto, o motorista pode responder criminalmente. Especialistas e autoridades apontam que, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais, arrastar o corpo de um animal, mesmo que sem vida, é considerado um ato de crueldade. Além disso, o descarte irregular de carcaças em áreas de mata também configura uma infração ambiental, uma vez que representa um risco direto à saúde pública.

Após prestar depoimento, o homem levou os policiais até o local onde o corpo do animal foi deixado. A Polícia Civil agora trabalha em duas frentes: identificar quem abandonou o animal inicialmente na via pública e apurar se houve maus-tratos que levaram à morte do cão antes de ele ser arrastado.

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