A Polícia Científica de Goiás confirmou a identificação do corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza. O processo de identificação foi realizado por meio de DNA extraído dos dentes da vítima. Com o resultado concluído, o laudo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia para que a liberação do corpo para o sepultamento seja finalmente providenciada.
O clima entre os familiares é de profunda angústia e revolta. Arnaldo, irmão de Daiane, revelou detalhes perturbadores sobre a dinâmica do crime: a vítima teria sido atingida por um disparo na cabeça ainda no subsolo do prédio onde morava. Segundo as informações recebidas pela família, o suspeito já estaria no local aguardando a chegada da corretora, o que reforça a tese de um crime planejado.
A Polícia Civil realizou uma reprodução simulada dos fatos que durou cerca de seis horas. A conclusão foi impressionante: o criminoso levou apenas oito minutos para executar a ação dentro do condomínio. A rapidez levanta questionamentos sobre a segurança do edifício e como o autor conseguiu entrar e sair sem ser notado pela portaria ou pelos moradores.
A família também manifestou forte indignação contra a estratégia da defesa do suspeito, que sustenta a tese de legítima defesa. Para os parentes, os indícios de que o homem aguardava a vítima no subsolo e o descarte de provas, como o celular da vítima e a arma usada no crime; contradizem totalmente essa versão.
Em declaração concedida à TV Vitoriosa, Arnaldo mencionou que planeja ir a Goiânia ainda hoje (3) ou amanhã (4) para assinar a liberação do corpo de Daiane. A prioridade da família agora é levar o corpo da corretora de volta a Uberlândia para que o sepultamento e as últimas homenagens possam, finalmente, ser realizados.
