A Justiça de Goiás decidiu manter a prisão preventiva de Cléber Rosa de Oliveira, síndico acusado do assassinato da uberlandense Daiane Alves Souza. A decisão foi proferida pela juíza da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, que reafirmou a existência de indícios suficientes de autoria e provas da materialidade do crime para a continuidade da detenção.
As investigações da Polícia Civil apontam que o crime ocorreu em dezembro do ano passado, de forma premeditada. Segundo a apuração, o síndico teria armado uma emboscada para a vítima dentro do próprio condomínio onde ela residia.
O plano teria consistido em desligar a energia elétrica do apartamento de Daiane. Ao perceber a interrupção no fornecimento, a moradora desceu até o subsolo do edifício para verificar o quadro de energia, momento em que foi surpreendida e morta. O caso gerou comoção e repercussão nacional, uma vez que Daiane permaneceu desaparecida por mais de um mês até que seu corpo fosse localizado.
Além da gravidade do homicídio e da ocultação de cadáver, a magistratura destacou na decisão que o investigado tentou obstruir o trabalho da polícia, sendo acusado de omitir imagens cruciais das câmeras de segurança do condomínio e de orientar funcionários sobre quais depoimentos deveriam prestar para não incriminá-lo. Tais ações foram fundamentais para sustentar a necessidade da prisão preventiva, visando garantir a ordem pública e a integridade da instrução criminal.
O acusado segue custodiado e aguarda o início do processo. A audiência de instrução e julgamento já possui data definida: será realizada no dia 6 de maio de 2026. Nesta etapa, serão ouvidas testemunhas de acusação, defesa e o réu, para que a Justiça decida se ele será levado a júri popular.
