Moradores do bairro Shopping Park, na zona sul de Uberlândia, vivem momentos de tensão e insegurança: vídeos que circulam nas redes sociais registraram ataques de cães da raça pitbull a outros animais da vizinhança, o que tem gerado medo constante entre quem reside na localidade.
Relatos indicam que os animais teriam escapado da residência do dono em diferentes ocasiões, resultando em incidentes graves. Alguns donos de animais que foram vítimas dos ataques preferiram não se identificar, mas buscam providências para evitar que novos episódios do tipo ocorram.
A equipe de reportagem da TV Vitoriosa visitou o local onde os cães permanecem. O proprietário explicou que utiliza os animais para a guarda do imóvel, justificando que já foi vítima de furtos e roubos diversas vezes.
Em entrevista, o tutor rebateu as acusações de que os cães viveriam em situação de abandono ou maus-tratos, afirmando que os animais são vacinados, bem alimentados e criados com rigorosa atenção à saúde. Sobre a contenção, ele explicou que, após os incidentes, realizou obras no imóvel, construindo muros e reforçando a estrutura para garantir que os animais permaneçam fechados, especialmente durante a noite. Além disso, o proprietário negou que ignora as tentativas de contato das vítimas; apresentando provas de que prestou assistência e custeou despesas de vizinhos em casos anteriores.
“Ocorreu o fato, mas chegou de uma forma muito diferente do que falaram para a imprensa. Meus cachorros são muito bem tratados e ficam fechados, sim. Houve um incidente em que saíram, mas sempre que nos procuraram, demos toda a assistência”, afirmou o tutor.
Sobre o ataque mais recente, o tutor detalhou que manteve contato com a proprietária do cão ferido e chegou a realizar um depósito de R$ 200 para que ela pudesse abastecer o veículo e levar o animal a uma clínica com suporte para internação. Infelizmente, o animal faleceu a caminho do hospital.
“Eu me prontifiquei a custear qualquer hospital que ela escolhesse. O importante era salvar a vida do cachorro. Entendemos que foi uma fatalidade, algo que não pode acontecer, e por isso reforçamos toda a segurança para não se repetir”, concluiu.
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