Na manhã desta quarta-feira (15), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) deflagrou a Operação Luxury. A ação visa desmantelar uma robusta organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com foco no sequestro de bens que somam R$ 61 milhões.
As cidades alcançadas pela operação abrangem três estados brasileiros, nas quais a ofensiva ocorre de forma simultânea. Em Minas Gerais, o foco está em Uberlândia e Uberaba; em São Paulo, as ações ocorrem na capital; e no Mato Grosso do Sul, o cumprimento dos mandados se estende por Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre.
A operação já mobilizou aproximadamente 160 policiais para o cumprimento de uma extensa lista de ordens judiciais, que inclui 22 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária e 39 de busca e apreensão; além do sequestro patrimonial de cerca de R$ 61 milhões.
As investigações que culminaram na Operação Luxury tiveram início há exatamente um ano, em abril de 2025, na cidade de Frutal. Na ocasião, a apreensão de 1,1 tonelada de maconha serviu como fio condutor para revelar um esquema criminoso muito maior.
Com o avanço das diligências, a FICCO conseguiu vincular o grupo a diversas outras remessas ilícitas. Ao todo, desde o início dos trabalhos, já foram apreendidas 5,9 toneladas de entorpecentes em diferentes municípios.
A investigação aponta que os elementos probatórios evidenciam uma organização criminosa estruturada e estável, que utiliza mecanismos sofisticados de ocultação de valores e empresas de fachada para lavar o dinheiro do crime.
Para além do tráfico de drogas, o grupo é investigado por lavagem de ativos: a organização utilizava pessoas interpostas e empresas fictícias para dar uma aparência lícita aos lucros astronômicos obtidos com o mercado ilegal de drogas, justificando o pesado bloqueio de bens determinado pela Justiça.
A FICCO é coordenada pela Polícia Federal e conta com a atuação conjunta da Polícia Militar (PM), da Polícia Civil (PC), da Polícia Penal (PP) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN). A operação segue em andamento e novos detalhes podem ser divulgados ao longo dos próximos dias.
