Uma mulher de 42 anos foi presa pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no quilômetro 626 da BR-365, em Uberlândia, sob a suspeita de comercializar medicamentos contrabandeados e cometer crime contra a saúde pública. A prisão ocorreu durante uma fiscalização de rotina em um veículo de aplicativo que vinha do município do Prata.
Ao vistoriarem as bagagens no porta-malas do automóvel, os agentes encontraram uma caixa selada contendo todo o material ilícito. No total, foram apreendidas 1.200 cápsulas de medicamentos fitoterápicos para emagrecer, 30 potes plásticos vazios, etiquetas e rótulos com a marca própria da suspeita.
De acordo com a PRF, a mulher realizava o fracionamento e a embalagem do produto por conta própria. Nenhum dos medicamentos possuía autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou trazia informações obrigatórias sobre sua real composição e origem.
O que chamou a atenção dos policiais foi a tática de venda da suspeita: apesar de todas as cápsulas serem idênticas, ela possuía diferentes tipos de rótulos. A investigação aponta que ela distribuía o mesmo composto em potes distintos, comercializando-os como se fossem tratamentos diferentes. Além disso, as etiquetas traziam um símbolo semelhante ao logotipo da Anvisa para tentar ludibriar os clientes.
Questionada pelos agentes, a mulher afirmou que trabalha com a venda desses produtos e que o fabricante estaria localizado no estado do Ceará, embora a encomenda específica tenha sido despachada de Belo Horizonte.
O material apreendido e a suspeita foram encaminhados à Polícia Judiciária, onde o produto passará por perícia técnica para identificar as substâncias exatas contidas nas cápsulas. Dependendo do resultado do laudo químico, novas qualificações criminais poderão ser adicionadas ao caso.
Os demais passageiros e o motorista do veículo de aplicativo foram ouvidos pelos policiais e liberados no local, por não terem participação com a mercadoria clandestina.
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