Na manhã desta segunda-feira (8), Euclides de Oliveira, de 62 anos, foi sequestrado na porta de sua própria residência, localizada na Rua Roma, no bairro Tibery, em Uberlândia. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e o paradeiro do idoso permanece desconhecido. A principal hipótese levantada por familiares e vizinhos é de que ele possa ter sido levado por engano.
Imagens de um circuito de segurança vizinho registraram toda a abordagem do crime, que aconteceu por volta das 8h50 da manhã. Euclides, que tem o costume diário de sentar-se na porta de casa para cumprimentar os vizinhos e cuidar do neto de 5 anos, foi surpreendido pelos criminosos.
A ação começou quando três homens se aproximaram a pé, sendo que pelo menos um deles estava segurando o que parecia ser uma arma de fogo. Na sequência, o idoso foi puxado à força e colocado dentro de um carro branco que já estava estacionado na rua desde as 7h30. Momentos depois, os criminosos retiraram Euclides desse primeiro veículo e o arrastaram para um segundo carro, que emparelhou logo à frente, fugindo do local em seguida.
O alerta de que algo estava errado veio através do neto da vítima: a criança, que estava com o avô, entrou sozinha na residência segurando o celular do idoso. Ao perceberem a ausência de Euclides, os familiares saíram à rua para procurá-lo.
A única pista deixada no local foi um dos chinelos do idoso, encontrado debaixo de um veículo estacionado onde o carro dos criminosos estava parado. Ele foi levado sem celular e sem nenhum documento.
“Meu filho acordou e pediu o telefone do meu pai emprestado. Depois do café, por volta de 8h30, ele ficou brincando e meu pai foi para o balcão da frente. Quando cheguei do serviço, ao meio-dia, achei o chinelo dele jogado. Conseguimos as imagens do circuito por volta das 15h”, relatou a filha da vítima.
A comunidade do bairro Tibery está em choque: Euclides de Oliveira é descrito por populares como um homem simples e sem qualquer tipo de desavença. A polícia não encontrou nenhuma mensagem de ameaça no celular da vítima, e a filha reforça que o pai não tinha inimigos ou problemas financeiros.
“Ele nunca teve nenhuma divergência com ninguém, nenhum problema, briga, nada. Não devia nem uma bala para ninguém, não tinha dívida. Era uma pessoa muito simples. A gente só pede justiça, que encontrem as pessoas que fizeram isso e que encontrem ele com vida”, desabafou.
A Polícia Civil e a Polícia Militar seguem investigando o caso e analisando as imagens de monitoramento para identificar os veículos e os envolvidos. Qualquer informação nova sobre o paradeiro de Euclides de Oliveira pode ser informada anonimamente via Disque Denúncia (181) ou pelo ramal 190.
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