A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Homicídios, deflagrou a operação “Veritas Lex” para desarticular o grupo envolvido no sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Euclides de Oliveira, de 62 anos, que estava desaparecido há uma semana na cidade de Uberlândia. A ação visa o cumprimento de seis mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão.
Em entrevista coletiva, as autoridades policiais confirmaram a morte do idoso e detalharam a principal linha de investigação, que envolve uma retaliação orquestrada por uma facção criminosa instalada na região.
Suspeita de abuso e “tribunal do crime”
Euclides de Oliveira trabalhava como instrutor de futebol infantil. Segundo a hipótese apresentada pela Polícia Civil, o idoso era suspeito de ter molestado uma criança de 9 anos que possui vínculo familiar com um traficante de drogas envolvido no crime. Esta foi a possível motivação apresentada pelos agentes durante a entrevista coletiva, porém, foi reforçado que não foram encontrados registros ou denúncias formais de que este abuso teria acontecido.
Diante da suspeita, os integrantes de uma organização criminosa montaram um “tribunal do crime”. A vítima foi abordada e sequestrada na porta de sua residência, localizada na Rua Roma, no bairro Tibery, e levada à força para um galpão de veículos localizado no bairro Jardim Europa; onde foram efetuadas as prisões da operação até o momento.
Indícios de ocultação sob cimento
A autoridade policial confirmou a execução de Euclides, mas seu corpo ainda não foi localizado. Durante as buscas realizadas no galpão suspeito, os investigadores detectaram a presença de cimento fresco em parte da estrutura do imóvel.
A polícia trabalha com a forte suspeita de que o corpo do idoso tenha sido concretado no local para dificultar o trabalho de localização. Os trabalhos de varredura no galpão seguem em andamento com o suporte técnico das equipes periciais.
O caso, que gerou grande repercussão nos últimos dias, entra agora em sua fase final de apuração de autoria e materialidade. O inquérito policial segue ativo, e novas investigações deverão ser realizadas ao longo dos próximos sete dias para concluir a identificação de demais envolvidos e a localização dos restos mortais da vítima.
