A equipe da TV Vitoriosa teve acesso ao inquérito que investiga o homicídio de Euclides de Oliveira, que foi sequestrado na frente da própria residência em 8 junho deste ano, no bairro Tibery, em Uberlândia.
Conversas de texto anexadas ao documento revelam o relacionamento mantido entre Euclides e uma criança de 9 anos de idade, contexto que passou a ser apurado pelas autoridades como a possível motivação para a execução do crime.
Euclides convivia com menores de idade por meio de aulas de futebol que ocorriam no bairro. Segundo relatórios da Polícia Civil, os registros do aplicativo de mensagens mostram pedidos frequentes de dinheiro por parte do garoto e confirmações de transferências via Pix realizadas pelo idoso. Os diálogos também indicam combinados para encontros, passeios em um rancho e a oferta de medicamentos para que o menino conseguisse dormir; além de trechos em que o idoso associava a insônia da criança à ausência dele ao seu lado.
Com base nos elementos colhidos na investigação, suspeitas e acusações feitas por familiares de um suposto abuso teriam sido utilizadas por criminosos como pretexto para submeter Euclides a um “tribunal do crime”.
Apesar da hipótese, a Polícia Civil enfatizou que não há qualquer registro de boletim de ocorrência, denúncia formal ou investigação oficial prévia sobre a acusação de abuso contra o idoso. Portanto, a alegação permanece estritamente no campo das suspeitas não comprovadas.
Em contrapartida, o laudo de necropsia anexado ao processo atesta a crueldade do assassinato. Os exames identificaram sinais claros de tortura, como múltiplos pregos cravados pelo corpo da vítima e a perda de diversos dentes da arcada dentária. Contudo, devido ao estado avançado em que o corpo foi encontrado, a perícia não pôde determinar com precisão a causa exata da morte nem os instrumentos utilizados nas agressões.
A corporação segue com as investigações para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no sequestro, na tortura e na morte de Euclides.
