Nesta terça-feira (29), a Justiça de Uberlândia deu início à audiência de instrução referente ao caso Douglas Vieira. O empresário, de 28 anos, foi assassinado a tiros dentro da própria loja de piscinas localizada no bairro Brasil, em setembro do ano passado.
Na primeira etapa da sessão, que se estendeu até o fim da tarde, foram ouvidas quatro testemunhas indicadas pelo Ministério Público; entre elas, a viúva e o pai da vítima. O órgão havia relacionado um total de onze testemunhas, mas optou por abrir mão das demais. O processo possui atualmente quatro réus.
De acordo com as apurações policiais, o primo de Douglas é apontado como o autor dos disparos de arma de fogo que tiraram a vida do empresário. Além dele, o ex-patrão da vítima também figura como suspeito de participação no crime.
A defesa dos acusados nega veementemente as imputações: o advogado Adriano Parreira afirma que as provas digitais obtidas na investigação não vinculam os réus ao homicídio e reforça a crença na inocência deles.
A expectativa da defesa é de que ocorra a impronúncia, o que livraria os réus de serem submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. Caso a Justiça decida pela pronúncia, o processo avançará para a fase de júri popular. No entanto, reforça-se que tal decisão não se configura como condenação.
Os trabalhos judiciais continuam nesta quinta-feira (1º), a partir das 13h30, com a oitiva das testemunhas de defesa; grupo que, segundo o advogado, conta com mais de 20 pessoas. A projeção é de que, após os depoimentos, os réus também sejam interrogados.
