
Os instrumentos de percussão são aqueles que necessitam receber algum impacto para que produzam sons. Quando se utiliza qualquer objeto para simular um instrumento musical, ele é caracterizado como percussão alternativa. Já quando os sons são emitidos por partes do próprio corpo são reconhecidos como percussão corporal. Miguel Faria é aluno do curso de Música da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e, durante este período de pandemia da Covid-19, está desenvolvendo gravações de obras para percussão adaptadas para serem tocadas com objetos do dia a dia ou até mesmo com o próprio corpo.
Desde o início da quarenta já foram produzidos 15 vídeos com enfoques diferentes. O último lançamento postado em seu canal no YouTube – que, até a publicação desta matéria, contava com 372 inscritos – foi “Modo de Fazer”, composto para ser tocado com objetos da cozinha. Durante a música, os intérpretes tocam passando a ideia de que estão preparando um bolo. No momento final da peça, ambos mostram o alimento pronto.
Segundo estudo publicado na revista Frontiers in Psychology a música pode elevar nossa felicidade. O projeto de percussão alternativa é realizado com Letícia Franco, do curso de Design. Eles encontraram no projeto uma forma de se manterem próximos durante a quarentena, já que são namorados e residem em cidades diferentes. “O principal benefício é a troca de saberes, mas também é gratificante poder ficar junto, pelo menos nos vídeos”, comenta Faria.
A percussão corporal, que também é desenvolvida nos trabalhos de Faria, foi a primeira atividade apresentada no Festival de Cultura UFU em Casa. A “Oficina de Percussão Corporal: Ritmos Brasileiros”, coordenada pelo estudante, teve como objetivo explicar de forma simples e didática, como é possível fazer música utilizando o corpo como instrumento musical.
No próximo dia 15 de agosto será lançado um vídeo com a participação de Cesar Traldi, docente do curso de Música. Faria conta que este professor foi responsável pela peça em duo que poderá ser visualizada no próximo mês. “O que vale é a criatividade de como você vai utilizar aquele objeto para tirar um som legal”, conclui. É possível acompanhar as futuras divulgações ou entrar em contato com o acadêmico da UFU, por meio do perfil dele no Instragam.
Comunica UFU – Matheus Minuncio