A defesa de um dos réus acusados de envolvimento no assassinato de Euclides de Oliveira, de 62 anos, morto em um esquema conhecido como “tribunal do crime”; apresentou novos documentos que trazem detalhes inéditos sobre a acusação de abuso sexual que teria motivado a execução.

De acordo com as informações, um relatório aponta que a criança, de 9 anos, passou por uma escuta especializada e foi ouvida por cinco profissionais da Psicologia. Nos registros, o menor teria não apenas confirmado os abusos, mas detalhado o modo como eles ocorriam, afirmando que a vítima lhe administrava medicamentos para dopá-lo e que os episódios teriam acontecido mais de uma vez, deixando marcas físicas nele.

O material está sendo anexado aos autos dentro do prazo de resposta à acusação, para que o Ministério Público e a Justiça avaliem a compatibilidade dessas novas informações com o restante das provas que compõem o processo.

Relembre o caso

O crime teve início no dia 8 de junho deste ano, quando Euclides de Oliveira foi sequestrado em frente à própria residência, no bairro Tibery, em Uberlândia. Oito dias após o desaparecimento, seu corpo foi localizado concretado e carbonizado dentro da estrutura de uma geladeira.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Euclides foi levado para um galpão, onde foi submetido a sessões de tortura antes de ser morto. A apuração apontou que a motivação do crime estaria ligada à acusação de abuso sexual infantil em questão. Na época da conclusão do inquérito, contudo, a própria polícia havia informado que não encontrou provas materiais que confirmassem formalmente a acusação contra a vítima.

Com o envio do inquérito à Justiça e a chegada das novas evidências apresentadas pela defesa, cabe agora às autoridades judiciais ponderar o peso desses documentos no desenrolar do processo.

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