Com faixas, cartazes e um grito uníssono por justiça, dezenas de pessoas se reuniram na Praça Tubal Vilela, no Centro de Uberlândia, para questionar: onde está Daiane Alves Souza? O protesto, que marcou um mês do desaparecimento da corretora de imóveis, uniu familiares, amigos, colegas de igreja e ex-companheiras de trabalho da mãe da desaparecida em uma busca desesperada por informações. Até o momento, a angústia é o único sentimento que permanece: segundo a família, após 30 dias de buscas, não há qualquer pista concreta sobre o paradeiro da mulher.

Relembre o caso

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025. O caso é cercado de detalhes que desafiam a investigação: antes de sumir, Daiane gravou vídeos relatando que seu apartamento estava sem energia. Ela avisou que desceria até o subsolo do prédio para religar o padrão.

Não existem imagens de câmeras de segurança que mostrem o retorno dela ao imóvel após ter descido. No dia seguinte, a família encontrou o local com sinais de saída abrupta: a máquina de lavar estava ligada e seus óculos de grau foram deixados para trás. Curiosamente, a porta que aparecia aberta nos vídeos gravados por ela foi encontrada trancada.

Um dos pontos centrais levantados por amigos e parentes durante a manifestação são os conflitos antigos entre Daiane e a administração do condomínio: há relatos de desavenças envolvendo o síndico e questões imobiliárias na região, o que a família aponta como uma linha importante a ser apurada.

A Polícia Civil de Goiás informou que as investigações seguem sob sigilo, mas confirmou que medidas importantes já foram adotadas, como a realização de varreduras e buscas detalhadas em todas as dependências do condomínio. Além disso, a perícia efetuou a coleta de material genético no local e monitora a parte tecnológica do caso, embora o celular de Daiane permaneça desligado e sem qualquer registro de atividade desde o envio de seu último vídeo.

Enquanto as respostas não chegam, a comunidade se mobiliza para que o caso não caia no esquecimento. Para quem convivia com a corretora, a espera de um mês é um tempo longo demais para o silêncio.

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