A ex-vereadora Pâmela Volp Rodrigues Cardoso deixou o Presídio Professor Jacy de Assis na manhã desta quinta-feira (14). A soltura foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e ocorre após uma decisão judicial que autorizou a conversão da pena para prisão domiciliar com monitoração eletrônica.
De acordo com a direção da unidade prisional, o alvará de soltura foi emitido por volta das 9h. A medida tem caráter temporário, com prazo de 30 dias, fundamentada em questões de saúde da detenta.
Histórico e condenações
Pâmela Volp estava detida desde novembro de 2021, quando foi o principal alvo da Operação Libertas, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). As investigações apontaram a ex-parlamentar como a líder de uma organização criminosa que operou por mais de três décadas em Uberlândia e em outros estados brasileiros.
O grupo liderado por Volp era especializado na exploração sexual de pessoas em situação de vulnerabilidade, tendo como principais vítimas travestis e mulheres trans.
As denúncias que pesam contra a ex-vereadora são extensas e incluem crimes graves como tortura, extorsão, lavagem de dinheiro e a realização de cirurgias clandestinas. Segundo o MPMG, o somatório das condenações de Pâmela já ultrapassa os 50 anos de reclusão.
A defesa de Pâmela Volp tem buscado flexibilizações no cumprimento da pena sob o argumento de que ela é uma “presa tecnicamente provisória”. Os advogados sustentam que nem todos os processos transitaram em julgado e que o montante total das penas ainda não passou pelo processo de unificação.
Durante o período de 30 dias, Pâmela Volp deverá permanecer em sua residência e será monitorada 24 horas por dia através de tornozeleira eletrônica. Após esse prazo, a situação médica deve ser reavaliada para determinar o retorno ou não ao sistema prisional.
