As recentes ocorrências no presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, acenderam um sinal de alerta para as autoridades e a população da cidade: no intervalo de sete dias, três detentos conseguiram escapar da unidade; o que gerou uma série de questionamentos sobre a eficácia dos protocolos de vigilância do sistema prisional mineiro.

A polícia realiza buscas intensas para localizar os criminosos, que possuem históricos de violência e reincidência. Entre os foragidos está Bruno Eduardo Silva Soares, de 28 anos, condenado por crimes contra o patrimônio e considerado pelas autoridades um indivíduo de alta periculosidade. Outro alvo das buscas é Gilberto Alves dos Santos, de 36 anos, que responde por tentativa de homicídio, possui histórico de violência e é classificado como um risco direto à sociedade. Além deles, as forças de segurança procuram por Denner Rodrigues de Assis, criminoso reincidente que cumpria pena por receptação e que, após descumprir regras do regime semiaberto e da monitoração eletrônica em 2025, havia sofrido regressão para o regime fechado.

Denner Rodrigues de Assis, foragido | Reprodução

As investigações preliminares apontam que falhas estruturais e de vigilância podem ter facilitado as fugas dos detentos da unidade prisional. A cronologia das ocorrências indica que, no último dia 30 de dezembro, Denner Rodrigues de Assis conseguiu fugir utilizando uma corda feita de lençóis para escalar o muro. Mais recentemente, na madrugada desta segunda-feira (5), os detentos Bruno Eduardo e Gilberto Alves também conseguiram escapar ao pularem juntos o muro do presídio.

Bruno Eduardo Silva Soares, foragido | Reprodução

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que está apurando as circunstâncias das fugas. Atualmente, as buscas contam com o apoio estratégico da Polícia Militar e da aeronave Pegasus, que está realizando sobrevoos em Uberlândia e cidades vizinhas.

Gilberto Alves dos Santos, foragido | Reprodução

A colaboração da comunidade é fundamental para o sucesso das operações. Em caso de posse de qualquer informação sobre o paradeiro de Bruno, Gilberto ou Denner, é possível utilizar o canal oficial do Disque Denúncia (181), que opera sob sigilo absoluto. A segurança pública é um dever do Estado, mas a vigilância social ajuda a proteger toda a comunidade.

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