Nesta terça-feira (3), uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a Receita Federal abalou o setor de eletrônicos em Uberlândia. A ofensiva, batizada de Operação Argos, mirou o comércio de mercadorias estrangeiras sem nota fiscal e a entrada irregular desses produtos no País, deixando empresários do ramo em alerta.
Durante a operação, três lojas de eletrônicos da cidade foram fiscalizadas pelas autoridades. Nos locais, foram encontrados indícios contundentes de irregularidades, como a ausência de documentação fiscal e produtos que entraram no Brasil sem o pagamento dos impostos de importação.

Entre os itens apreendidos estão celulares de última geração, dispositivos eletrônicos diversos e outros acessórios de origem irregular. As mercadorias agora seguem para os trâmites legais, podendo ser declaradas perdidas em favor da União e, posteriormente, destinadas a leilão.
A investigação revelou que um dos comerciantes alvo da operação já é conhecido das autoridades: ele foi preso em 2021 pelo crime de contrabando. Agora, sua empresa enfrenta suspeitas ainda mais graves, que incluem sonegação fiscal e um possível esquema de lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal e a Receita Federal reiteram que o trabalho de monitoramento das lojas de eletrônicos em Uberlândia continuará, com o objetivo de desmantelar completamente a rede de contrabando na cidade. Novas prisões e apreensões não estão descartadas à medida que a investigação avança para apurar a extensão total dos crimes.
Comprar produtos de origem irregular não é apenas um problema fiscal, mas um risco direto ao cidadão, uma vez que eles não possuem suporte oficial do fabricante e a falta de certificação pode oferecer riscos físicos reais, como o uso de baterias perigosas ou componentes que operam fora dos padrões de segurança. A população pode colaborar com as autoridades denunciando anonimamente qualquer atividade suspeita ou venda de produtos sem nota fiscal.
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