Uma ação conjunta entre a Polícia Civil e técnicos da CEMIG desmantelou um esquema de furto de energia que funcionava há anos em uma casa noturna de Uberlândia. Denominada Operação Caça-Gato, a ofensiva revelou um prejuízo estimado em R$ 180 mil aos cofres da Companhia Energética de Minas Gerais.

As investigações apontam que o crime ocorria desde 2021. Para esconder a fraude, os responsáveis pela boate montaram um esquema de engenharia para burlar a fiscalização: um tapume soldado cobria o medidor de energia, impedindo completamente a leitura real do consumo elétrico pelo sistema da CEMIG. A farsa chegou ao fim após uma denúncia recente que desencadeou o trabalho de inteligência dos agentes.

O flagrante ocorreu no período diurno, antes da abertura do estabelecimento para o público. No momento da abordagem, apenas o proprietário e a equipe de limpeza estavam presentes. O dono do estabelecimento, um empresário de 35 anos que teve sua identidade preservada pela polícia, recebeu voz de prisão em flagrante e foi autuado pelo crime de furto qualificado. Como consequência imediata da operação e das irregularidades constatadas, a boate foi oficialmente interditada pelas autoridades.

O empresário foi encaminhado à delegacia de plantão, onde prestou depoimento e permanece à disposição do Judiciário. A Polícia Civil reforça que o furto de energia é um crime previsto em lei que gera prejuízos repassados a toda a população na conta de luz.

Em Uberlândia, as fiscalizações seguem intensificadas para identificar outros grandes consumidores que utilizam métodos ilegais para reduzir custos de forma fraudulenta.

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