Uma ocorrência de tráfico de drogas registrada no bairro Pequis, em Uberlândia, terminou de forma atípica e envolveu atendimento médico tanto aos suspeitos quanto a um animal de estimação.
Na ocorrência, uma equipe da Polícia Militar (PM) foi ao local após receber uma denúncia anônima sobre a comercialização de entorpecentes em uma residência situada na Rua da Capivara. Ao chegarem ao endereço, os militares realizaram o cerco para evitar a fuga dos ocupantes do imóvel.
Durante a contenção do casal suspeito, dois cães da raça pitbull escaparam do canil localizado no quintal. Surpreendentemente, os animais correram em direção ao próprio tutor, que estava detido pelos policiais, e um deles passou a morder o braço do homem.
Diante da agressão, os policiais tentaram afastar o animal utilizando spray de pimenta, mas não houve sucesso, uma vez que o cão continuou preso ao braço do suspeito. Para cessar o ataque e proteger a integridade física dos presentes, um policial efetuou um disparo de arma de fogo contra o animal.
No momento do tiro, a mulher tentou intervir e se colocou à frente do cachorro, fazendo com que estilhaços do projétil atingissem suas pernas. O casal foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), onde permanece sob escolta policial até receber alta médica para, em seguida, ser conduzido à delegacia.
O cão baleado recebeu atendimento médico-veterinário de urgência e, de acordo com as últimas informações fornecidas pelos órgãos de segurança pública, se encontra sem risco de morte.
O caso será investigado pela Polícia Civil. No imóvel, além do casal suspeito de tráfico, residia uma criança de 11 anos, filho dos envolvidos. Segundo levantamentos preliminares da polícia, os pitbulls eram mantidos no local para a proteção da residência. As autoridades agora apuram os motivos que levaram o cão a atacar o próprio tutor durante a abordagem.
