Nesta quarta-feira (7), um homem de 42 anos compareceu à Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Uberlândia e confessou a autoria da morte de Roger Danilo Nogueira da Silva, de 32 anos. Segundo o investigado, conhecido como “Magrão”, a apresentação espontânea à polícia ocorreu devido à prisão de seu irmão, que foi apontado como um dos envolvidos no crime, mas não teve qualquer participação no homicídio nem prestou auxílio em sua fuga.

Relembre o caso

O crime ocorreu na madrugada do último sábado (3), na Avenida Jerusalém, no bairro Jardim Canaã. De acordo com os depoimentos colhidos pelas autoridades policiais, Roger Danilo Nogueira da Silva havia sido atingido por quatro disparos de arma de fogo no rosto, no tórax e no abdômen; tendo morrido no local posteriormente.

A motivação para o crime foi uma dívida decorrente da compra de uma motocicleta: Magrão afirmou que havia adquirido o veículo da vítima e realizava pagamentos parcelados, mas o processo gerou cobranças e discussões por mensagens. Na madrugada do dia do crime, Roger procurou o investigado para receber uma parcela do valor devido.

Durante a discussão, a vítima realizou um movimento em direção à cintura de Magrão. O autor afirmou ter interpretado o gesto como uma tentativa de pegar um objeto em sua posse, momento em que sacou a arma e efetuou os quatro disparos. Em seguida, ele deixou o local a pé.

Enquanto o autor dos disparos permanecia em liberdade, o irmão dele, de 39 anos, foi preso em flagrante no mesmo dia do homicídio. Ele cumpria pena em regime semiaberto e utilizava tornozeleira eletrônica. De acordo com o registro da ocorrência, o equipamento havia sido coberto com papel-alumínio para deslocamento a um bar próximo.

Ao notar a presença de policiais militares, o irmão tentou fugir, motivado pelo receio de retorno ao presídio por descumprimento de regras do regime. A movimentação resultou em sua abordagem e na suspeita inicial de coautoria no homicídio. Magrão declarou que o familiar não teve envolvimento no crime e não o auxiliou na fuga.

Após prestar depoimento e confessar a autoria, Magrão deixou a delegacia em liberdade. A liberação ocorreu porque o prazo legal para prisão em flagrante havia expirado e não havia mandado de prisão expedido contra ele no momento.

A Polícia Civil informou que investiga a versão apresentada, com análise de imagens de câmeras de segurança, coleta de depoimentos de testemunhas e exames periciais. A arma utilizada no homicídio não foi localizada.

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