A cozinha industrial do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) foi interditada cautelarmente pela Vigilância Sanitária. A medida foi tomada após uma fiscalização identificar graves problemas de higiene, organização e adequação sanitária nas instalações do local.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a empresa terceirizada responsável pelo serviço já havia sido notificada há cerca de seis meses para corrigir as irregularidades. Como parte dos problemas continuou sem solução na nova inspeção, o órgão determinou a suspensão imediata das atividades; de forma que a cozinha só poderá voltar a funcionar após cumprir todas as exigências legais.
A interdição gerou preocupação imediata entre acompanhantes de pacientes, que relataram dificuldades iniciais para receber as refeições. Para reduzir o impacto e evitar a interrupção do atendimento, a diretoria do HC-UFU colocou em prática um plano de contingência.
As principais medidas adotadas pela instituição incluem a transferência do serviço, com a produção e o porcionamento das refeições deslocados para uma área interna adaptada da unidade hospitalar; e a alteração no menu, que passou por adaptações temporárias no cardápio padrão.
Além disso, há a garantia de atendimento, pela qual o hospital assegura que todos os pacientes continuam recebendo a alimentação regulamentar; e o suporte a acompanhantes e plantonistas, garantindo que acompanhantes, residentes e internos de plantão sigam assistidos, inclusive com a oferta de lanches durante esse período de transição.
A expectativa da administração do HC-UFU é de que a situação seja completamente normalizada nas próximas semanas. Para que isso ocorra, o hospital trabalha em duas frentes: uma ação imediata focada em uma solução emergencial externa para garantir o suporte nutricional imediato e adequado enquanto a cozinha principal está lacrada, e um processo emergencial para a contratação de uma nova empresa para substituir em definitivo a prestadora de serviço interditada.
Enquanto a empresa penalizada permanece impedida de operar, a Vigilância Sanitária informou que continuará acompanhando de perto o cumprimento das exigências legais e a resolução dos problemas estruturais e de higiene detectados.
Em nota, o Hospital de Clínicas informou que manterá todas as medidas necessárias para garantir a assistência alimentar e evitar prejuízos aos pacientes e demais usuários da unidade durante o cumprimento das medidas emergenciais.
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