
Depois da eliminação da Copa do Brasil para a Chapecoense, o Atlético terá pela frente o clássico contra o Cruzeiro, neste sábado, às 16h, no Independência. O jogo, que já é importante pela rivalidade em si, ganhou contornos ainda mais decisivos por causa do momento turbulento que vive o Galo. Em caso de vitória, o clube alvinegro pode ganhar um respiro em meio a duas eliminações consecutivas – Copa Sul-Americana e Copa do Brasil. A derrota, por outro lado, pode deixar a situação ainda mais tensa na Cidade do Galo.
O triunfo contra o Cruzeiro é a resposta imediata que o time alvinegro precisa para trabalhar com mais tranquilidade até a parada para a Copa do Mundo, após a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Galo ficará mais de um mês – do dia 14 de junho até 18 de julho – sem jogar, podendo se preparar com mais tempo para o retorno do Nacional. Reforços também podem aparecer, dando ainda mais corpo ao time que vai tentar brigar na ponta do torneio.
Outro aspecto positivo que uma vitória pode trazer é a liderança isolada do Campeonato Brasileiro, resgatando a confiança perdida pelos resultados negativos. Atualmente, o Galo divide a ponta da Série A com Corinthians e Flamengo – o time carioca também tem 10 pontos, mas está à frente pelos critérios de desempate. Se vencer a Raposa e vir os rivais tropeçando, o Atlético assumirá a ponta do Nacional, diminuindo as cobranças.
O Campeonato Brasileiro é sonho do torcedor atleticano desde 1971, ano do último título do Galo. Elevando ainda mais a pressão, o presidente Sérgio Sette Câmara garantiu que o clube vai ficar entre os primeiros até a parada para a Copa do Mundo.
“Com absoluta certeza, (o Atlético) vai estar entre os três primeiros, dentro da sequência de jogos que nós temos aqui. E com o apoio dessa massa, os jogos que vamos ter com América, Cruzeiro, Fluminense, Ceará e Flamengo, nós podemos fazer uma pontuação muito alta e beliscar alguns jogos fora, o que certamente vai fazer com que a gente chegue na parada da Copa talvez ocupando a primeira, a segunda, no máximo, a terceira posição”, afirmou, após a eliminação para o San Lorenzo da Copa Sul-Americana.
O presidente, inclusive, tem sido muito cobrado pela falta de competitividade do Atlético e pelas declarações infelizes, como quando chamou a Sul-Americana de ‘Segunda Divisão’ da Copa Libertadores, após eliminação da competição continental. Desde quando assumiu o clube, Sette Câmara disse que tentaria sanear as contas do Atlético, abdicando das caras contratações.
Agravamento da crise
Uma derrota para o Cruzeiro pode agravar a crise alvinegra, em especial por causa do time que o técnico Mano Menezes deve mandar a campo. O treinador gaúcho indicou que a Raposa vai atuar sem alguns titulares, em razão do compromisso de terça-feira contra o Racing, pela Copa Libertadores.
Então, se perder para um time misto do Cruzeiro jogando no Independência, a pressão pode se elevar ao ponto de, por exemplo, alguma medida mais dura da diretoria. O presidente ainda não efetivou o treinador Thiago Larghi, que está com o cargo em constante avaliação. O Galo chegou a procurar vários outros nomes para assumir o clube quando demitiu Oswaldo de Oliveira, mas, em razão das várias negativas que recebeu, resolveu dar tempo ao interino.
Outro complicador é que, em caso de revés, o Galo perde a posição na tabela para o maior rival. O Cruzeiro tem sete pontos, com 1 gol de saldo. A vitória celeste deixa a Raposa com a mesma pontuação do Atlético (10 pontos e 2 gols de saldo). Pelo critério de desempate, o clube celeste passará o alvinegro na tabela.
Vale lembrar que o Campeonato Brasileiro passa a ser o único torneio disputado pelo Atlético até o fim do ano. Até aqui, o desempenho alvinegro na temporada tem deixado o torcedor decepcionado. O Galo perdeu o Estadual para o Cruzeiro, foi eliminado pela Chapecoense na Copa do Brasil e pelo San Lorenzo na Copa Sul-Americana.
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