Evento recebeu 760 mil pessoas, 38 mil a mais do que em 2024; faturamento médio diário dos expositores cresceu 57%
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo recebeu 760 mil pessoas neste ano, o maior público já registrado pelo evento. O número supera em 38 mil o da edição de 2024, que reuniu 722 mil visitantes. As vendas também cresceram: a média diária de faturamento dos expositores ficou 57% acima da registrada há dois anos.
Realizada entre 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi, a Bienal teve ingressos esgotados em cinco dos dez dias de programação. Mais da metade do público teve entrada gratuita, e R$ 20 milhões foram destinados a vales-livro.
O crescimento também aparece nos balanços de editoras e livrarias: A Rocco registrou faturamento 121% maior do que na Bienal de São Paulo de 2024. Na Intrínseca, a alta foi de 85%, enquanto Sextante e Arqueiro tiveram crescimento de 82%.
A Companhia das Letras registrou alta de 67% no faturamento e vendeu 55% mais exemplares do que em 2024. As vendas da Editora Mostarda cresceram 50% e as da VR Editora, 32%. A Livraria Loyola, por sua vez, comercializou mais de 60 mil livros durante os dez dias de evento.
Bienal cresceu em público e espaço
A edição deste ano também foi maior em estrutura. A Bienal ocupou 87 mil m², área 28% superior à de 2024, e reuniu 269 expositores. Ao longo dos dez dias, 3,65 milhões de livros foram ofertados ao público.
A edição também contou com R$ 20 milhões em vales-livro e, segundo a organização, mais de 52 mil estudantes e 154 mil servidores da rede municipal foram beneficiados.
A programação reuniu cerca de 800 autores, dos quais 91% brasileiros. A Espanha participou como país convidado de honra e levou 50 escritores à Bienal, com uma programação dedicada à produção literária do país.
SBT News
