Evento gratuito no Museu de Arte Sacra terá música ao vivo com o maestro Afonso Quianzala, intervenções poéticas e acessibilidade em Libras

O que separa e o que une o Brasil e a África? Para a educadora e poetisa Sandra de Salles Monteiro, a resposta surgiu entre as províncias de Manica e Sofala. No próximo sábado, dia 7 de março, às 19h, a autora lança sua obra “Encontros – Diário de Viagens a Moçambique”.

O lançamento acontece no Centro Sociocultural e Museu de Arte Sacra da Diocese de Uberlândia, com uma programação que transcende a tradicional sessão de autógrafos, transformando-se em uma verdadeira celebração da cultura negra e da memória histórica.

O livro é fruto de uma experiência profunda e transformadora. Sandra atuou como voluntária e docente em Moçambique entre os anos de 2005 e 2011. Longe dos estereótipos de savanas e safáris, a obra mergulha na complexidade do cotidiano africano, revelando paralelos surpreendentes com a identidade brasileira. “A obra de Sandra viaja a Moçambique a trabalho, mas as experiências vividas despertam uma consciência histórica que a conecta com tempos de antes, lembranças e memórias”, pontua Jeremias Brasileiro, pesquisador da cultura afro-brasileira e um dos principais nomes da cultura local.

O evento foi concebido sob o conceito de “escrevivência”, onde a literatura ganha corpo e voz. A noite contará com uma trilha sonora ao vivo comandada pelo Maestro Afonso Quianzala e intervenções poéticas de um coletivo de vozes, incluindo Carol Santos, Robson Camilo, Jeremias Brasileiro e os jovens talentos Benjamin e Heloá; que darão vida aos relatos de Sandra. Além disso, reafirmando o compromisso com a inclusão, o evento contará com tradução em Libras para garantir a acessibilidade de todo o público.

Sobre a autora

Nascida em Uberlândia, Sandra de Salles Monteiro é educadora musical, musicoterapeuta e poetisa. Com passagens marcantes pela Missão Cristo Rei em Jécua (Moçambique), Sandra é figura ativa no Projeto Black Book e foi recentemente honrada com o prêmio “Mulheres Negras que Movem a Terra” (2025). Sua escrita é um convite direto para desconstruir a “África imaginária” e abraçar a riqueza real do continente.