A paralisação dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) chega ao seu terceiro dia com impactos no atendimento à população e nas atividades acadêmicas. O movimento afeta diretamente o funcionamento do Hospital de Clínicas (HC-UFU) e resultou no fechamento de serviços nos campi da instituição.

No HC-UFU, o funcionamento é parcial: o hospital confirmou que consultas e cirurgias eletivas precisaram ser remarcadas em decorrência da paralisação. A própria unidade de saúde está entrando em contato com os pacientes para informar sobre as novas datas dos procedimentos.

Apesar da greve, os serviços considerados essenciais seguem garantidos após diálogo entre a administração e o sindicato da categoria. As áreas críticas do Hospital de Clínicas continuam operando normalmente, incluindo os setores de urgência e emergência, oncologia e hemodiálise; além dos atendimentos voltados à pediatria e aos casos de gestação de alto risco.

No âmbito acadêmico, a adesão ao movimento é expressiva: segundo o comando de greve, cerca de 80% das atividades administrativas e acadêmicas estão paralisadas, o que mantém as bibliotecas da universidade de portas fechadas.

A categoria cobra o cumprimento integral do acordo firmado com o Governo Federal em 2024. Além da pauta nacional, os servidores apresentam reivindicações locais, que incluem ações de combate ao assédio e a melhoria das condições de capacitação profissional.

A Reitoria da UFU informou que segue avaliando os desdobramentos da greve, que foi aprovada em assembleia no início de março. As negociações continuam em andamento para buscar uma resolução ao impasse.