A Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia confirmou que um macaco encontrado morto no perímetro urbano testou positivo para o vírus da febre amarela. O diagnóstico laboratorial foi emitido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e divulgado oficialmente pela Prefeitura. O município não informou a data exata nem a localidade onde o animal foi recolhido.

De acordo com a secretaria, o caso já estava sob monitoramento das equipes de Vigilância em Saúde. Mesmo antes da liberação do resultado oficial, todas as medidas de bloqueio e protocolos preconizados pela Superintendência Regional de Saúde já haviam sido preventivamente colocados em prática.

Com a confirmação da circulação do vírus, a prefeitura deu início a uma série de ações estratégicas na cidade para evitar o surgimento de casos em humanos, promovendo a intensificação vacinal com a ampliação da oferta da vacina contra a febre amarela nas unidades de saúde e a busca ativa, por meio da qual as equipes realizam o rastreamento em campo para localizar pessoas que ainda não foram imunizadas ou que estejam com o esquema vacinal em atraso.

As autoridades de saúde reforçam um esclarecimento fundamental para a população: os macacos não transmitem a febre amarela para os seres humanos. Assim como os homens, eles são vítimas da doença.

A transmissão do vírus ocorre exclusivamente através da picada de mosquitos infectados, dos gêneros Aedes no ambiente urbano e Haemagogus ou Sabethes em áreas silvestres. A morte de primatas serve como um evento sentinela, ou seja, um indicador biológico que alerta as autoridades sobre a presença e a circulação do vírus em determinada região.

A Prefeitura informou que, no atual cenário, o município mantém a situação sob controle em relação às arboviroses. As ações de rotina continuam sendo executadas de forma contínua, incluindo a vigilância epidemiológica e, quando necessário, a aplicação de bloqueio químico com o uso do fumacê nas regiões com maior índice de notificações de vetores.