O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) determinou a interdição imediata da obra de acesso que liga o bairro São Jorge ao Anel Viário Sul de Uberlândia. A decisão, que ocorre após a recomendação prévia de que o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) paralisasse os trabalhos, agora atinge diretamente o Grupo GSP, responsável pelos loteamentos GSP Life 1 e GSP Life 2, transformando o caso em um processo administrativo sancionador.

Segundo a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, a construção de um trevo no local era uma exigência prevista desde 2012, quando o primeiro empreendimento foi aprovado na cidade. O custo estimado da intervenção original era de mais de R$ 8 milhões. No entanto, o trevo nunca foi edificado.

Em vez disso, as empresas optaram por executar um acesso direcional simplificado, com custo reduzido para cerca de R$ 2,3 milhões. Para o MPMG, a alteração no projeto não teve qualquer embasamento técnico e visou apenas à redução de custos por parte do grupo econômico. Como consequência, os moradores da região passaram a enfrentar trajetos mais longos e maior risco de acidentes. A decisão cita, inclusive, relatos de conversões proibidas no local e uso indevido de passagens de emergência.

Com a nova determinação, a obra do acesso simplificado está proibida de continuar, sendo permitidos apenas serviços de caráter emergencial. Além do embargo às intervenções, o Grupo GSP sofreu sanções diretas: a empresa está proibida de comercializar novos lotes nos empreendimentos GSP Life 1 e GSP Life 2, devendo notificar seus clientes atuais e afixar avisos nos locais informando sobre a suspensão dos negócios. Por fim, a Justiça determinou que o grupo veicule um comunicado oficial sobre as medidas em emissoras e portais de notícias da cidade durante sete dias consecutivos.

O Grupo GSP tem o prazo de 24 horas para paralisar totalmente as obras e 10 dias úteis para apresentar sua defesa no processo administrativo. O DER-MG e a Prefeitura de Uberlândia já foram formalmente notificados pela Promotoria e deverão fiscalizar o local para garantir o cumprimento integral das interdições e medidas determinadas.