Uma parceria entre a Penitenciária de Patrocínio I, localizada no Alto Paranaíba, Prefeitura Municipal, Núcleo de Atendimento às escolas do Programa Justiça na Escola e o Conselho da Comunidade da Execução Penal, vai permitir que crianças carentes atendidas pelo Programa de Conciliação para Prevenir a Evasão e a Violência Escolar (PROCEVE) possam voltar para as aulas em total segurança. Mais de 7 mil máscaras estão em produção e serão destinadas à comunidade escolar.
Nessa terça-feira (21/9), 4.500 máscaras destinadas à crianças foram entregues no Fórum da cidade. O restante será entregue nos próximos dias. Seis presos da unidade trabalharam na produção.
O município doou os tecidos, o Conselho adquiriu os elásticos e as linhas, e os detentos entraram com a mão de obra. Sete mil máscaras já foram produzidas, mas a intenção é produzir ainda mais. “Vamos produzir enquanto houver material”, explica o diretor da unidade, William dos Santos. Ele destaca a importância do projeto: “Nós costumamos sempre repetir que as oportunidades de trabalho para o detento, além do trabalho em si que resulta na remição da pena, criam um ambiente menos ocioso, menos tenso e, consequentemente, mais tranquilo.” O diretor conta que, neste caso, a unidade prisional está atendendo a um anseio da sociedade e contribuindo para que mais crianças possam frequentar a escola.
Produção no sistema prisional
A produção também não para nas demais unidades prisionais mineiras. O sistema prisional alcançou a marca de mais 6 milhões de máscaras de proteção contra o coronavírus, produzidas por detentos das mais diversas regiões do estado.
Os materiais são distribuídos prioritariamente para as forças de segurança, que seguem seu trabalho de forma ininterrupta durante a pandemia, mas também para hospitais, asilos e servidores municipais de algumas cidades que possuem parceria de produção com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Atualmente, 25 presídios e penitenciárias estão envolvidos no processo. A produção começou em 6 de abril de 2020 e em escala crescente de aumento de unidades prisionais envolvidas e presos capacitados.
” A mão de obra dos detentos em colaboração com a saúde pública traz reais e expressivas vantagens para a sociedade já de forma imediata, e também a longo prazo, com a possibilidade de se devolver à sociedade um indivíduo melhor do que quando foi retirado do convívio social. É uma ferramenta de ressocialização do trabalho e profissionalização”, enfatiza o diretor de Trabalho e Produção do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen – MG), Paulo Duarte.


Assessoria de Comunicação / Sejusp