Uma tentativa de assalto terminou em uma perseguição inusitada e na prisão de dois criminosos em no bairro Santa Mônica, em Uberlândia. Na ocorrência, um adolescente reagiu à abordagem, correu atrás dos assaltantes e chegou a derrubar um deles da motocicleta para lutar no meio da rua. Apesar do confronto, o celular da vítima não foi recuperado; mas os dois autores acabaram atrás das grades graças à rápida intervenção da Polícia Militar (PM).

O adolescente caminhava pela via pública quando foi abordado pela dupla em uma motocicleta. Um dos criminosos desceu do veículo, anunciou o assalto e chegou a agredir o jovem com a própria mochila para forçá-lo a entregar o celular.

Ao perceber que a arma utilizada pelos criminosos era, na verdade, um simulacro, o adolescente correu atrás da motocicleta e, em um momento de ousadia, conseguiu puxar e derrubar o condutor no chão. Os dois entraram em luta corporal no meio da rua, chamando a atenção de pedestres e motoristas que passavam pelo local.

Itens apreendidos com os criminosos | PMMG/Reprodução

Populares que presenciaram a briga acionaram a PM imediatamente. Com o cerco montado, os criminosos tentaram debandar por caminhos diferentes. A primeira prisão ocorreu logo após a briga, quando o condutor da moto foi detido em flagrante pelas equipes no próprio bairro Santa Mônica. Já na segunda prisão, o comparsa, que havia conseguido fugir a pé, foi localizado pouco tempo depois, escondido em um barraco no bairro Lagoinha.

Com a dupla, os militares apreenderam o simulacro de arma de fogo. Ao checarem os dados do veículo utilizado no assalto, os policiais constataram que a motocicleta havia sido furtada na última segunda-feira (22). Os dois envolvidos, que já possuem antecedentes criminais e diversas passagens pela polícia, foram encaminhados à Delegacia de Plantão e permanecem à disposição da Justiça.

Apesar do desfecho que levou os suspeitos à prisão, a Polícia Militar reforça um alerta crucial para a população: nunca reaja a um assalto. “Por mais que o cidadão desconfie ou tenha certeza de que a arma é falsa, o risco é altíssimo. A recomendação padrão é sempre priorizar a vida e deixar que a polícia faça o trabalho de captura”, orientou a corporação.