A família da corretora de imóveis uberlandense Daiane Alves Souza enfrenta dias de angústia e revolta: sete dias após a confirmação da tragédia, o corpo da vítima permanece no Instituto Médico Legal (IML), em Goiás. Segundo Arnaldo, irmão de Daiane, a Polícia Civil deu um prazo de cinco a dez dias para a liberação, mas a espera prolonga o sofrimento de quem deseja apenas realizar o último adeus.

As investigações avançaram e trouxeram mais detalhes sobre o ocorrido no edifício onde Daiane morava, em Caldas Novas (GO). De acordo com a reconstituição feita pela Polícia Civil, que durou cerca de seis horas, o crime foi executado em apenas oito minutos.

A simulação levantou questionamentos cruciais, incluindo como o autor teria conseguido entrar e sair do prédio sem ser notado pelo porteiro ou pelos vizinhos. Arnaldo relatou que a família foi informada de que Daiane foi atingida por um disparo na cabeça ainda no subsolo do prédio, sugerindo que o suspeito já a aguardava no local.

Dois elementos centrais podem mudar o rumo das investigações nos próximos dias: o primeiro deles é o celular de Daiane, que foi localizado por peritos escondido dentro de um cano de esgoto do edifício e já foi desbloqueado pela polícia; cujos dados passam por análise técnica para identificar mensagens ou registros que liguem o autor ao crime. Além disso, as buscas se concentram em encontrar a arma, já que o principal suspeito, o síndico do condomínio, afirmou ter jogado o revólver no Rio Corumbá; levando as equipes policiais a realizarem varreduras em uma área de mata próxima à ponte indicada. Contudo, o objeto ainda não foi encontrado.

Além do luto, os familiares manifestaram indignação com a estratégia da defesa do suspeito, que sustenta a tese de legítima defesa. Para os parentes, a versão é inaceitável diante das evidências de que o agressor estaria de tocaia no subsolo. “Aguardamos que todas as dúvidas sejam esclarecidas e que a justiça seja feita”, afirmou o irmão da corretora.