Um grave acidente envolvendo dois carros de passeio, um caminhão-trator e um ônibus mobilizou equipes de resgate na tarde desta terça-feira (6), na MG-190, em Nova Ponte. A colisão ocorreu por volta das 14h30, no quilômetro 93 da rodovia.
De acordo com informações preliminares, um GM/Astra, com placas de Sertãozinho (SP), seguia no sentido Iraí de Minas quando o condutor perdeu o controle da direção em uma curva sinuosa. Sob forte chuva e com a pista molhada, o veículo aquaplanou, rodou na via e atingiu frontalmente um caminhão Volvo/FH 460 que trafegava no sentido oposto.
O impacto gerou uma reação em cadeia que envolveu outros veículos que trafegavam pela rodovia: um ônibus que vinha logo atrás do caminhão não teve tempo para frear e colidiu na traseira do veículo pesado, enquanto uma caminhonete, que trafegava atrás do Astra, também acabou se envolvendo na sequência de batidas.
Imagens de câmeras de segurança reforçam a hipótese de que o Astra invadiu a pista contrária, mas a perícia técnica ainda trabalha para confirmar os detalhes, visto que o trecho possui faixa contínua e curva acentuada.
No GM/Astra viajavam quatro pessoas. O condutor, de 43 anos, e a passageira do banco dianteiro morreram no local. No banco traseiro estavam uma mulher de 30 anos e uma criança de 7 anos, que ficaram feridas. Uma quinta pessoa envolvida na colisão, de 50 anos, também sofreu ferimentos.
Todos os feridos foram encaminhados para unidades hospitalares por equipes da concessionária EPR Triângulo e do SAMU. Já o motorista do caminhão, de 53 anos, não sofreu ferimentos. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, ele estava devidamente habilitado e o teste de alcoolemia não apontou sinais de embriaguez em nenhum dos condutores envolvidos.
A rodovia precisou ser parcialmente interditada para o trabalho da Polícia Civil e a remoção dos veículos, incluindo o semi-reboque do caminhão que ficou atravessado na pista. A EPR Triângulo mobilizou guinchos e equipes de inspeção para sinalizar o local e garantir a segurança dos demais motoristas.
As investigações continuam para apurar as causas definitivas da tragédia, sendo a aquaplanagem e a visibilidade reduzida pela chuva as principais linhas de análise.
