
Em um julgamento de mais de 6 horas, foram absolvidos pelos réus dois dois cinco acusados do homicídio do bailarino Douglas Silva Lima.
Quem assentou no banco dos réus foram Janilson Silva Coutinho e Hiuster Alves Silva. O homicídio aconteceu no dia 23 de maio de 2014, no Bairro Maanain, em Uberlândia.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima foi morta com requintes de crueldade. Antes de morrer, Douglas teve que cavar a própria cova. Depois levou golpes de picareta. No laudo de necrópsia consta que a vítima foi enterrada ainda com vida. Na época, cinco maiores foram presos e dois menores apreendidos. Os maiores negaram a participação no crime.
Já um dos adolescentes confessou tudo e disse que o crime foi motivado por uma dívida de drogas no valor de R$ 200.
Janilson e Hiuster foram julgados pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menores, e absolvidos.
Os advogados de defesa comemoraram o resultado. A advogada de Hiuster, Fabíola da Silva Caldas, disse que a defesa e a família ficaram muito felizes. “Faz três anos que estamos lutando para provar a inocência do Hiuster e agora saímos vitoriosos do Tribunal do Júri.”
Gustavo Tavares, que defendeu Janilson, disse que o processo foi muito complexo e o resultado é mais que uma vitória. “O 7 a 0 vindo dos jurados é mais do que uma vitória, na verdade é um reconhecimento de que a justiça foi feita.”
A promotoria achou o resultado injusto e vai recorrer segundo a promotora Luciana Teixeira Rezende. “Nós nunca sabemos qual é a intenção dos jurados, porque o voto é secreto, mas a promotoria de justiça tem a convicção pelas provas que foram colhidas que a decisão foi manifestamente contrária às provas dos autos, por isso nós estamos recorrendo para que sejam submetidos a um novo júri, caso o Tribunal de Justiça acolha nosso recurso.”
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Repórter: Léo Carvalho
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