A Polícia Civil de Uberlândia está ouviu na manhã desta segunda-feira, 3, os envolvidos em uma denúncia de um pai de uma menor de 15 anos contra um tatuador que, sem autorização, fez oito tatuagens na adolescente, num período inferior a 60 dias. O caso estava sob investigação e hoje o suspeito do crime, o genitor e a menina foram ouvidos na Delegacia de Crimes contra a Mulher.

Segundo a delegada Lia Eunice Valechi, a ocorrência havia sido feita em janeiro após o pai estranhar o comportamento da filha e verificar as primeiras tatuagens. Apesar de o genitor aconselhá-la, nos dias seguintes ela apareceu com novas marcas e a manter contato com o tatuador e outras pessoas relacionadas ao tipo de procedimento, levando-o a procurar a Polícia Civil e registrar a denúncia.

De acordo com a delegada, o tatuador tem 18 anos e o crime era praticado na casa do suspeito, no bairro Pequis. “Ele (o tatuador) está sendo investigado por lesão gravíssima por deformidade permanente”, explicou Lia Valechi. Conforme ela, “tatuar menor de idade, sem a expressa autorização dos pais, é crime, e a pena, no caso dessa adolescente, pode variar de dois a oito anos”, salientou.

A delegada informou que o investigado disse que não sabia que a adolescente era menor de idade e por isso fez as tatuagens. “No entanto, a menor, ouvida aqui na delegacia, nos disse que ele sabia, sim”, disse Lia Valechi. A delegada aproveitou para alertar a população de que a conduta, sem autorização, é crime e que os autores do procedimento poderão ser indiciados e penalizados pelo ato.

PCMG

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