Motociclistas, familiares e amigos de Felipe Henrique Estevão Gonçalves realizaram um ato no Teatro Municipal de Uberlândia durante a tarde desta segunda-feira (27). O objetivo da mobilização foi pedir justiça pela morte do entregador e cobrar medidas de segurança para a categoria.
Felipe trabalhava como entregador por aplicativo quando foi atingido por um veículo em um acidente que aconteceu ainda neste mês. O condutor do carro, que apresentava sinais de consumo de álcool e se recusou a fazer o teste do bafômetro no dia da ocorrência, obteve o direito de responder ao processo em liberdade.
Durante o ato, os participantes questionaram a tipificação do crime: para os colegas de trabalho e familiares, o caso não deveria ser tratado apenas como um crime de trânsito comum. O grupo defende que a conduta de dirigir sob efeito de álcool configura a iminência do risco de matar.
A irmã da vítima, Joyce Gonçalves, relatou que Felipe trabalhava em dois períodos e também aos fins de semana. Ela expressou o sentimento de impotência da família diante da decisão judicial que permitiu ao suspeito sair da prisão. “Meu irmão trabalhava de dia, de noite, sábado e domingo. Uma pessoa que bebe e dirige causou isso. É difícil saber que ele está solto enquanto meu irmão não volta mais”, afirmou Joyce durante a manifestação.
O processo judicial segue em andamento, e o motorista está sob medidas cautelares que incluem a suspensão do direito de dirigir, a proibição de frequentar bares e festas, bem como a obrigatoriedade de comparecimento periódico em juízo.
A Polícia Civil continua a investigação para anexar laudos periciais e depoimentos ao inquérito, que determinarão os próximos atos do Ministério Público no caso.
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