Uma operação conjunta das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal resultou na prisão de dois homens suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias de alta sofisticação. O grupo é investigado por utilizar dados biométricos falsificados para invadir contas de vítimas em Uberlândia e em diversos outros estados do país.

De acordo com as investigações, a quadrilha não atuava apenas no ambiente digital. O esquema envolvia uma estratégia audaciosa: os criminosos utilizavam documentos falsos e recrutavam pessoas com características físicas semelhantes às das vítimas para comparecer pessoalmente às agências bancárias.

Uma vez na agência, os suspeitos solicitavam a alteração do reconhecimento facial no sistema. Com a biometria trocada, o grupo passava a ter controle total sobre as contas, realizando saques volumosos, empréstimos bancários, compras de alto valor e a aquisição de moedas estrangeiras, como dólares.

A partir da denúncia e do cruzamento de dados, os policiais conseguiram localizar os alvos dos criminosos. Uma moradora de Uberlândia foi uma das vítimas identificadas, tendo sofrido um prejuízo estimado em R$ 100 mil.

A prisão ocorreu no Aeroporto de Brasília. Durante a abordagem, os agentes apreenderam 8 mil dólares em espécie e diversos aparelhos celulares. Os dispositivos serão periciados para identificar a extensão da rede criminosa e localizar outras possíveis vítimas.

Embora dois homens tenham sido detidos, a operação ainda não foi encerrada. Uma mulher, também investigada por participação direta no esquema, segue foragida.

A Polícia Civil trabalha agora para identificar outros integrantes da quadrilha e apurar como os criminosos obtinham os dados iniciais das vítimas para confeccionar os documentos falsos e selecionar os “sósias”.