Atitude “reforça a gravidade da conduta” do ex-secretario, diz PGR; companhia aérea não encontrou bilhetes no localizador apresentado pela defesa

Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou o ex-secretario de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres de apresentar uma passagem de avião falsa para justificar ausência nas manifestações do dia 8 de janeiro de 2023.

Segundo a PGR, a defesa do réu apresentou “apenas um print” da passagem e não colocou nos autos nenhum comprovante da compra. A companhia aérea afirmou que não identificou voos no nome de Torres, diz o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“A Procuradoria-Geral da República identificou a possível falsidade do documento apresentado pela defesa, o que não apenas reforça a gravidade da conduta do réu Anderson Torres à época dos crimes, mas deverá justificar a adoção de providências adicionais em relação ao novo fato aparentemente ilícito”, afirmou a PGR nas alegações finais da ação penal que investiga tentativa de golpe de Estado.

A PGR afirmou que a descoberta “coloca em xeque a versão” do ex-secretário, que afirmou que a viagem estava agendada com antecedência e que havia comprado a passagem em novembro de 2022. Gonet classificou isso como uma “estratégia deliberada de afastamento e conivência” das manifestações do dia 8 de janeiro.

As alegações finais também apontam que Torres compartilhou o contato do seu substituto com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, somente no dia 7 de janeiro. Segundo a PGR isso representa uma “clara postura de descaso e negligência com seus deveres profissionais”.

A PGR apresentou na segunda-feira (14) as alegações finais na ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado referentes ao chamado “núcleo crucial”.

Réus do “núcleo crucial” da trama golpista:

Todos os réus respondem por crimes de:

Reprodução SBT News