O Ministério Público de Goiás (MPGO) apresentou uma denúncia formal contra o síndico de um condomínio em Caldas Novas pelo crime de perseguição contra a uberlandense Daiane Alves Souza, de 43 anos. Daiane está desaparecida desde dezembro de 2025, e o caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de vídeos que ela mesma gravou dentro do elevador do prédio pouco antes de sumir.

Segundo a investigação, a perseguição teve início em janeiro de 2024, motivada por desentendimentos relacionados à locação de apartamentos no edifício. Daiane trabalhava na administração de imóveis pertencentes à sua mãe e, desde então, tornou-se alvo de hostilidades constantes por parte do síndico.

O Ministério Público detalhou que o denunciado utilizava diversas estratégias para desestabilizar a vítima, como a interferência direta no fornecimento de água, energia elétrica, gás e internet dos imóveis geridos por ela. Além desse boicote operacional, o síndico dificultava manutenções necessárias nos apartamentos e mantinha um monitoramento constante dos passos de Daiane, promovendo episódios de discussões agressivas que incluíram, inclusive, um registro de agressão física ocorrido em fevereiro de 2025.

A investigação ganhou força com imagens registradas pelo celular da própria vítima: os vídeos mostram os últimos momentos conhecidos de Daiane, evidenciando o clima de tensão dentro do condomínio antes de seu desaparecimento. O MP aponta que as atitudes do síndico restringiam a liberdade de locomoção e invadiam a privacidade da mulher, afetando sua integridade psicológica.

Além da denúncia criminal, o Ministério Público determinou que o síndico pague uma indenização por danos morais no valor equivalente a dois salários mínimos.

Enquanto o processo judicial avança sobre as acusações de perseguição e agressão, o paradeiro de Daiane Alves Souza permanece um mistério. A Polícia Civil continua as buscas e investigações para esclarecer se o desaparecimento tem ligação direta com as ameaças sofridas por ela. Familiares e amigos da uberlandense seguem mobilizados em busca de justiça e respostas.