Uma noite de lazer terminou em tragédia na fronteira entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. Seis pessoas, entre elas, quatro mulheres, um homem e uma criança; morreram após a lancha em que estavam colidir contra um píer e virar no Rio Grande. O grupo havia deixado um bar flutuante em Rifaina (SP) e seguia em direção a um condomínio em Sacramento (MG), onde estavam hospedados.
De acordo com testemunhas do acidente, o grupo percebeu que havia errado o caminho durante o trajeto. Ao tentar uma manobra de retorno, o piloto acabou navegando muito próximo à margem e colidiu violentamente contra a estrutura de um píer. Com o impacto, parte dos ocupantes foi arremessada e ficou presa sob a embarcação, em um local com cerca de 2,5 metros de profundidade.
Imagens gravadas por populares registraram o esforço desesperado de voluntários, mergulhadores e equipes da Guarda Civil e do Corpo de Bombeiros para desvirar a lancha e retirar as vítimas. Ao todo, nove pessoas sobreviveram, sendo que três delas receberam atendimento médico no local e já foram liberadas.
As autoridades identificaram uma série de fatores críticos que contribuíram diretamente para a gravidade do acidente, começando pela falta do uso de equipamentos de segurança pela tripulação; uma vez que apenas três pessoas a bordo utilizavam coletes salva-vidas no momento da colisão.
Além disso, a Polícia Militar informou que o condutor da embarcação não possuía habilitação náutica e havia consumido bebida alcoólica ao longo do dia, comprometendo a segurança dos passageiros. Outro ponto determinante foi a restrição de navegação, já que a lancha possuía autorização para circular apenas até o pôr do sol, sendo expressamente proibida a sua utilização durante o período noturno.
Houve divergências quanto à sinalização do local: enquanto sobreviventes relataram que o píer não possuía iluminação, a Defesa Civil de Rifaina apresentou fotos feitas após o acidente que indicariam que o local estava iluminado.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, enquanto a Marinha do Brasil abriu um procedimento administrativo para investigar as causas e as responsabilidades técnicas. O caso reacende o alerta sobre a necessidade de fiscalização rigorosa e responsabilidade na navegação em águas interiores.
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