A apuração das urnas no exterior, que começaram a fechar antes mesmo do início da votação no Brasil devido ao fuso horário local, já aponta um cenário polarizado entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os primeiros dados parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram o petista à frente em países da Oceania, em parte da Ásia e no Oriente Médio, enquanto o candidato do PL registra vantagem expressiva no Japão e em nações do Golfo Pérsico.

Até as 7h da manhã, o TSE também registrou um forte movimento de regularização, com 124 mil eleitores tendo justificado o voto fora do país.

Como ficou a votação pelo mundo

Oceania e Ásia

A Nova Zelândia e a Austrália foram os primeiros países a registrar os votos de brasileiros.

O ‘reduto’ do Japão

O Japão registrou a maior vantagem para um único candidato até o momento. O candidato do PL venceu em todas as seções eleitorais do país, acumulando 25.109 votos, enquanto Lula somou 5.567.

Oriente Médio

A região apresentou resultados contrastantes dependendo do país:

O perfil do eleitorado no exterior em 2026

Para quem acompanha o pleito de fora do Brasil, as regras são específicas: brasileiros com domicílio eleitoral no exterior votam exclusivamente para presidente e vice-presidente, sem participação em disputas estaduais ou legislativas.

Em 2026, 918.876 brasileiros estão aptos a votar fora do país, um crescimento de impressionantes 358% desde 2010. O eleitorado externo representa pouco mais de 0,5% do total nacional.

A votação ocorre em 186 cidades de 134 países, majoritariamente em consulados, embaixadas, escolas e hotèles. Os Estados Unidos concentram o maior colégio eleitoral no exterior (cerca de 265 mil eleitores), seguidos por Portugal, Japão, Canadá e Alemanha.