A Polícia Rodoviária Federal (PRF) concluiu o laudo pericial sobre o acidente de ônibus ocorrido há uma semana na BR-365, em Patos de Minas. O documento aponta que a combinação de velocidade incompatível com o limite estabelecido para a via e condições climáticas adversas foram os fatores determinantes para a tragédia, que resultou em seis mortes e deixou mais de 40 feridos.

De acordo com a análise do disco do cronotacógrafo, o ônibus trafegava a aproximadamente 110 km/h no momento do impacto; sendo que o trecho da BR-365 onde o acidente ocorreu possui sinalização indicando o limite máximo de 80 km/h. A perícia destacou que o excesso de velocidade, somado à pista molhada, comprometeu severamente a estabilidade do veículo, tornando seu controle impossível para o condutor.

Embora o teste do bafômetro tenha descartado o consumo de álcool pelo motorista, a PRF identificou falhas administrativas graves durante a fiscalização do ônibus. Entre as irregularidades, constatou-se que o condutor estava com o curso obrigatório para transporte de passageiros vencido e o ônibus não possuía a Licença de Viagem exigida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); apesar de o Certificado de Segurança Veicular (CSV) estar em dia, com validade garantida até julho de 2026.

O motorista permaneceu no local após o acidente e colaborou com as equipes de resgate e com as autoridades; no entanto, diante das evidências e irregularidades, foi registrado um boletim de ocorrência por homicídio culposo. O caso agora está sob os cuidados da Polícia Civil, que instaurou um inquérito para apurar as responsabilidades. O prazo para a conclusão das novas investigações é de 30 dias.