Os motoristas das vans do transporte escolar de Uberlândia realizaram uma manifestação em frente à Cooperativa dos Transportadores de Passageiros e Cargas de Uberlândia (Coopass), na tarde desta quarta-feira (6). Os trabalhadores alegam que não foram feitos os pagamentos devidos, mesmo após os repasses feitos pela Prefeitura de Uberlândia.

O portal da transparência da prefeitura mostra que diversos pagamentos foram feitos à Coopass, que de acordo com os motoristas, são referentes aos meses de novembro e dezembro dos anos de 2016 e 2018, que estavam em atraso. No entanto, os cooperados dizem que os valores ainda não foram repassados para eles.

“Segundo a informação que a gente tem do portal da transparência, foi depositado quase um milhão de reais, e até ontem, não depositou nada na conta de nenhum dos cooperados. (…) Só falam que não tem dinheiro, que a prefeitura não repassou, mas tá no portal da transparência os depósitos da prefeitura”, disse Ilda Nunes, dona de uma van do transporte escolar.

A equipe de reportagem da TV Vitoriosa esteve no local e procurou a direção da Coopass. No entanto, ninguém foi encontrado. De acordo com os cooperados, os responsáveis deixaram a sede pouco antes da chegada da imprensa.

“Mais de um milhão do mês de dezembro já tá na conta da cooperativa e eles não repassou (sic) pra nós. E tá fechado, ninguém fala nada. Tô com meu aluguel atrasado, pensão atrasada e desempregado, por que o contrato nosso venceu. Na hora que vocês chegaram, (eles) entraram dentro do carro e saiu (sic) como se fossem foragidos”, disse o dono de van Marcelo Dantas.

Revoltados com a situação, os cooperados foram até a delegacia da Polícia Militar (PM), que fica no Terminal Rodoviário, e registraram Boletim de Ocorrência (B.O). Eles cobram explicações por parte da Coopass e lembram que muitos trabalhadores estão pagando do próprio bolso para trabalhar.

“Eu quero receber, como todos aqui também querem. A cooperativa, há muito tempo, vem deixando a desejar, tanto que vários cooperados saíram e foram pra prefeitura com contrato individual porque a gente não aguenta mais tanta escuridão. Por que a palavra correta é escuridão, eles não mostram nada do que faz aqui dentro”, afirmou Ilda Nunes.

Informações: Carlos Vilela

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