IPCA-15 desacelera ante os 0,70% de setembro e acumula 4,62% em 12 meses; alimentos pressionam e energia elétrica ajuda a conter

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,32% em outubro, desacelerando em relação à alta de 0,70% registrada em setembro. O indicador acumula avanço de 4,15% no ano e de 4,62% em 12 meses.

A pesquisa da Reuters indicava alta de 0,43% em outubro e avanço de 4,73% em 12 meses.

O IPCA-15 mede a variação dos preços entre a segunda metade de um mês e a primeira metade do mês seguinte, antecipando a tendência do IPCA mensal

Alimentação pressiona

Dos nove grupos pesquisados, oito tiveram alta em outubro. Alimentação e bebidas registrou a maior variação, de 0,88%, e também a maior contribuição para o índice, de 0,19 ponto percentual.

A pressão veio principalmente das compras para consumo dentro de casa, que subiram 1,01%, ante 0,38% em setembro. Entre os itens que mais chamaram atenção no mês:

A alimentação fora de casa também acelerou, de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro. O preço das refeições subiu 0,61%, enquanto os lanches tiveram aumento de 0,66%.

Conta de luz alivia

Habitação foi o único grupo a registrar retração em outubro, de 0,10%, após alta de 2,07% em setembro.

O recuo foi puxado pela energia elétrica residencial, que caiu 0,89% com a mudança da bandeira tarifária amarela para a verde, que eliminou a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos nas contas de luz -no mês anterior, a energia havia subido 7,42%.

Entre os demais destaques:

Entre as regiões pesquisadas, Belém teve a maior inflação em outubro, de 0,76%, puxada pelo tomate e pela energia elétrica. Curitiba foi a única área com deflação, de 0,27%, com baixa nas passagens aéreas e na tarifa de água e esgoto. Em São Paulo, o IPCA-15 subiu 0,34% no mês e acumula 4,90% em 12 meses.

SBT News