O Tribunal do Júri de Uberlândia condenou, nesta quinta-feira (5), Aldo Fabiano Angelotti a 20 anos de reclusão; após ter sido considerado culpado pela morte da ex-esposa, Maria Cláudia Santos Freitas, de 44 anos, em um crime ocorrido em agosto de 2024.

A denúncia do Ministério Público revelou que o réu planejou o crime para simular um acidente de trânsito e receber um seguro de vida avaliado em R$ 1 milhão. De acordo com as investigações da Polícia Civil, Aldo manipulou o veículo ao desativar propositalmente o airbag do lado da passageira antes de colidir o carro contra uma árvore no bairro Laranjeiras. O planejamento do crime também ficou evidenciado pelo fato de os seguros de vida terem sido contratados pouco antes do ocorrido, enquanto o histórico de relacionamento conturbado entre o casal corroborou a tese de feminicídio.

O Conselho de Sentença classificou o homicídio como triplamente qualificado. As qualificadoras reconhecidas foram o motivo torpe, devido à busca pelo benefício financeiro do seguro, recurso que dificultou a defesa da vítima pela natureza inesperada do choque provocado; e o feminicídio, por se tratar de um crime praticado em razão do gênero e dentro do contexto doméstico.

O promotor do caso declarou satisfação com o veredito, afirmando que a justiça foi devidamente feita. Por outro lado, a defesa de Aldo Fabiano Angelotti informou que pretende recorrer da sentença.

Por determinação do juiz, o réu, que já estava detido desde dezembro de 2024, seguirá cumprindo a pena em regime fechado no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia.