A Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG) foi acionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) para apurar a responsabilidade administrativa no caso envolvendo a engenheira Patrícia Metz Peixoto, ex-coordenadora regional do órgão em Uberlândia.

Patrícia foi presa preventivamente nesta quinta-feira (15) após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), mas já estava afastada de suas funções por determinação judicial. As investigações apuram o suposto recebimento de vantagens indevidas ligadas às obras de acesso ao Anel Viário Sul, na região da Avenida Serra da Bodoquena.

Em nota oficial, o DER-MG informou que decidiu acionar a CGE diante da possível gravidade dos fatos, ressaltando que a apuração administrativa não impede ou substitui as investigações criminais conduzidas pelas autoridades judiciais. O órgão afirmou ainda que teve conhecimento do processo criminal apenas no final de setembro e que não teve acesso aos autos, que correm sob segredo de Justiça, acrescentando que não há prazo definido para a conclusão das apurações.

Os advogados de Patrícia Metz Peixoto contestam a prisão preventiva: a defesa alega que a servidora é funcionária de carreira, não possui antecedentes criminais, tem residência fixa, sempre atendeu às convocações judiciais e já vinha cumprindo o afastamento do cargo. Um pedido para o restabelecimento da liberdade da engenheira já foi apresentado.

O caso trouxe desdobramentos diretos na infraestrutura e no trânsito da região: após solicitação do Ministério Público, a Justiça acatou o pedido de remoção dos radares instalados no acesso ao Anel Viário Sul. Os equipamentos haviam sido colocados no local para autuar motoristas que realizavam conversões irregulares; no entanto, o pedido de retirada foi aceito e os radares já foram totalmente removidos da via.