A decisão pela instauração da CPI ocorreu após uma reunião de seis horas com a presença de parlamentares e do secretario de Estado de Saúde (SES), Carlos Eduardo Amaral. Ele teria confirmado a vacinação das centenas de servidores, por decisão própria. Muitos deles não têm contato com o público e portanto não têm prioridade, de acordo com o Plano Nacional de Imunização.
Com base nas informações, o presidente da ALMG, deputado Agostinho Patrus (PV), determinou a instauração da CPI. “Vamos investigar a fundo esses que se entendem como privilegiados em passar à frente na vacinação. Neste momento de pandemia, é um dos crimes mais graves”.
No lugar de Carlos Amaral assume o médico Fábio Baccheretti, atual presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
“Desde as primeiras informações sobre a vacinação de servidores estaduais fora dos grupos prioritários, determinei a imediata abertura de investigação pelos órgãos de controle interno do Estado para apurar possíveis irregularidades. Tudo deve ser esclarecido o mais rápido possível para prestação de contas e eventual punição de responsáveis.No mesmo sentido, determinei o envio imediato à Assembleia Legislativa a lista de todos os servidores da Secretaria de Saúde que foram vacinados. Os atos de governo devem ser públicos e praticados com a máxima transparência e correção. É um princípio da minha gestão do qual não abro mão.”
