Um grave acidente entre uma caminhonete e uma motocicleta quase terminou em tragédia para um casal na Estrada do Pau Furado, em Uberlândia. O caso aconteceu no dia 22 de agosto deste ano, quando os jovens, de 20 e 33 anos, foram atingidos em cheio pelo veículo maior, que transitava na contramão.
As vítimas sofreram ferimentos graves e foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sendo encaminhadas ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) para avaliação e tratamento especializado.
Fuga e omissão de socorro
De acordo com relatos de testemunhas e familiares, o condutor da caminhonete, um homem de 47 anos, apresentava visíveis sinais de embriaguez no momento do acidente. Pessoas que estavam no mesmo evento que ele relataram ter pedido para que não dirigisse; no entanto, o motorista assumiu a direção e atingiu o casal logo em seguida.
Após a colisão, o suspeito fugiu do local sem prestar socorro. Na tentativa de desvencilhar o veículo, ele arrastou a motocicleta presa embaixo da caminhonete por uma longa distância. Sem conseguir soltar a motocicleta das vítimas, ele abandonou o local e acionou um contato para buscá-lo, o que a família aponta como cumplicidade de terceiros na omissão do resgate.
Uma das vítimas teve um quadro severo de politraumatismo, com fraturas em membros superiores e inferiores, incluindo fêmur, joelho e fraturas duplas; além de trauma forte no rosto e um coágulo de sangue na cabeça. Devido à gravidade, o jovem precisou ser intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, segundo a família, apesar de o estado ser considerado muito grave, ele vem apresentando boas respostas ao tratamento.
Família pede justiça
Após o período do flagrante ter se encerrado, o motorista da caminhonete se apresentou à polícia acompanhado de uma advogada e teria prometido prestar assistência financeira às vítimas. A família do motociclista atingido, no entanto, cobra que ele seja responsabilizado criminalmente e preso pelo ato.
Parentes relatam que o casal não possui trabalho com carteira assinada ou condições financeiras para cobrir os altos custos com medicamentos, insumos e o período de reabilitação que a vítima terá pela frente. “Peço justiça, tanto para que ele pague pelos bens materiais quanto pela responsabilidade criminal. O lugar de quem comete um crime desses é na cadeia”, desabafou um familiar.
O caso segue sob investigação das autoridades locais para apurar as responsabilidades pelo acidente, pela condução sob efeito de álcool e pela omissão de socorro.
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