Contaminação pode acontecer tanto em alimentos de origem animal, quanto vegetal, frescos ou processados, incluindo água. (Imagem: André Brant)

As altas temperaturas características do verão podem facilitar a proliferação de microrganismos na comida, ocasionando as chamadas Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA). A contaminação pode acontecer tanto em alimentos de origem animal, quanto vegetal, frescos ou processados, incluindo a água para consumo humano.

Por isso, algumas medidas preventivas de higiene e cuidado devem ser adotadas com a comida feita em casa e também com produtos vendidos por estabelecimentos comerciais.

A contaminação dos alimentos pode ocorrer de diferentes maneiras, como falta de higienização das mãos, das superfícies da cozinha e dos utensílios utilizados no preparo da comida. Outros fatores como a umidade do ar, animais domésticos, lixo e água utilizada no preparo também podem contribuir para uma possível contaminação.

De acordo com a Diretora de Vigilância em Alimentos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Ângela Ferreira Vieira, a qualidade sanitária da comida é uma das principais condições para a promoção e manutenção da saúde durante o verão.

“Medidas preventivas e de controle devem ser adotadas em toda a cadeia produtiva, desde a origem até o consumo do alimento pronto, seja ele adquirido em estabelecimentos comerciais como restaurantes e bares ou quando preparado em casa”, explica.

Entre os principais sintomas causados por alimentos contaminados estão vômito, diarreia, dor abdominal e náuseas. Dependendo do estado geral de saúde e idade do paciente, da quantidade do alimento ingerido e também do tipo de microrganismo presente, a doença pode deixar sequelas e até levar a óbito.

Cuidados com a comida feita em casa

Além de manter as mãos, recipientes, cozinha e utensílios bem limpos, tenha o cuidado de preparar os alimentos num horário mais próximo possível do consumo. Também não deixe que a comida permaneça exposta à temperatura ambiente, armazene os alimentos perecíveis com boa vedação dando preferência para as embalagens de vidro, protegendo-as do sol.

Cuidados especiais devem ser tomados com o armazenamento de queijo branco, embutidos, carnes, molhos, patês e bolos recheados. Por fim, mantenha os alimentos que necessitam de refrigeração dentro de freezers ou refrigeradores até o momento do consumo, guardando-os imediatamente após a alimentação.

Alimentação fora de casa

Para quem prefere comer fora de casa é importante verificar as condições de organização e limpeza do estabelecimento. Os funcionários devem utilizar proteção nos cabelos, ter as unhas das mãos curtas, sem esmaltes e limpas. Não é permitido o uso de barba, anéis, alianças, pulseiras e brincos e os uniformes devem estar higienizados e em bom estado de conservação.

Outra questão que deve ser observada é se existem funcionários específicos para as diferentes tarefas executadas no local. Manipuladores de alimentos não devem trabalhar no caixa, por exemplo.

Tanto o local quanto os utensílios utilizados no preparo da comida devem estar limpos e conservados. Também é importante verificar se há presença de insetos e se o gelo é industrializado, produzido com água potável e armazenado em embalagem ou recipiente devidamente fechado, limpo e separado de outros alimentos.

A temperatura é outro fator fundamental para a prevenção de doenças. Uma boa dica é verificar se os equipamentos utilizados para conservação dos alimentos apresentam visor de temperatura. Caso contrário, encoste no balcão e verifique se está gelado.

Ao comprar produtos prontos para consumo verifique se há furos, vazamentos ou qualquer outro dano nas embalagens. O prazo de validade também deve ser verificado assim como o frescor de produtos vendidos in natura como frutas, verduras e legumes. O uso da maionese deve ser feito exclusivamente em embalagem individual (sachê).

Irregularidades

Caso o produto ofertado apresente características inadequadas para o consumo faça contato com o gerente ou responsável técnico do local para que tenha ciência do problema e uma intervenção seja feita. Em caso de situações irregulares em estabelecimentos, o cidadão pode fazer uma denúncia junto aos serviços de Vigilância Sanitária do município.

Em Belo Horizonte, o contato pode ser feito por meio do telefone 156. Em localidades onde não há este tipo de serviço, o contato pode ser feito com a Diretoria de Vigilância em Alimentos da SES-MG, através do e-mail gva.svs@saude.mg.gov.br.

Agência Minas

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